Então... Libertou-se o toque mais uma vez.



As mãos desejosas (minhas) passeiam em ti.


(E num sopro, meu peito como que se fosse explodir).


Jasmim, Castanha, Maracujá...


Tudo que há no meu canteiro de terra, tu cuidas e colhes.


E quando o vento adentra, banha o meu momento de poder ser um duplo.


Um mix. O meu ninho também é o teu. E tudo de repente fica tão claro.


Não tocas ainda o centro do meu universo, tampouco eu, o teu. Pois o mistério que ronda palavras, sussurros, cantigas e abraços é como alimento.


Aguardemos com calma, a grande ave alçar vôo em pleno incêndio... Pois a frágil chama que nasce... É apenas o começo de uma grande e iluminada travessia. Uma dádiva.


Eu sei quando te olho, eu sinto quando te ouço cantarolando tons de lírio e alecrim.


Na tua voz mora uma imensidão que me invade.

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